O que é este catálogo. Cada achado das rodadas de pesquisa (29–30/08/2026) em uma ficha: o que é, o que diz, onde está guardado, e — o mais importante — como conversa com o que o próprio Mojsie conta na entrevista de 1997. Os IDs (D=documento, P=pessoa, H=história, C=correção) são estáveis: podem virar URLs/âncoras de um futuro site da família.
Convenção de certeza, usada em todas as fichas:
- CONFIRMADO — documento com nome/dado explícito, verificado visualmente
- PROVÁVEL — convergência forte de fontes, sem o documento final
- HIPÓTESE — leitura plausível, claramente marcada como tal
As citações
[mm:ss]remetem atranscricao/01-verbatim.md(e ao vídeo.mp4na raiz). As cópias locais estão empesquisa/docs/efontes/fotos/.
PARTE I — Os documentos, na ordem em que a vida os produziu#
D01 · 1929 — O livro de endereços: a alfaiataria do Herz#
| Documento | Księga Adresowa Polski 1929, seção Kalisz, categoria Krawcy (alfaiates) |
| Origem | Scans do JRI-Poland/JewishGen (P0848) |
| Cópia local | pesquisa/docs/kap1929-krawcy-stobiecki-nadwodna12-zoom.png · kap1929-kalisz-P0848-krawcy.pdf |
| Certeza | CONFIRMADO (lido em zoom no scan) |
O que diz: "…Stabno K., Górnośląska 44 — Stobiecki H., Nadwodna 12 — Stobiecki R., Złota 1 — Strykowski R., Szopena 11…"
O que estabelece: a primeira aparição de Herz num documento — alfaiate, no nº 12 da rua Nadwodna, que em 1937 foi renomeada Parczewskiego. E um segundo alfaiate Stobiecki na cidade, "R." — o tio Rafał (ver P08/D02). Na mesma página, dois alfaiates vizinhos da mesma rua: Michałowicz (Nadwodna 15) e Litmanowicz (Nadwodna 18).
A voz dele: [10:12] "O endereço da minha casa era a rua Parczewskiego, número 12. Do lado onde nós tivemos uma loja de confecções, chamava Kanonicka. E morávamos no segundo andar, no mesmo prédio." — Ele deu o nome oficial da rua nos seus últimos anos em Kalisz (1937–39). O documento de 1929 e a fala de 1997 apontam o mesmo lugar com 68 anos de distância. Também [04:03] ("ocupação do meu pai era indústria também de roupas feitas") e [112:26] ("vizinhos que eram do mesmo ramo do meu pai, da mesma rua" — candidatos documentais: os dois alfaiates vizinhos acima).
D02 · 1934 — O cartão de registro da família: a peça central do catálogo#
| Documento | Cartão de registro de moradores (kartoteka ewidencji ludności), lavrado 16/07/1934 |
| Origem | Archiwum Państwowe w Kaliszu, "Kartoteka miasta Kalisza", sygn. 4463, karta 219 (zasobap.kalisz.pl, pasta 4463, scans 0224–0225) |
| Cópia local | pesquisa/docs/apkalisz-4463-karta219-familia-stobiecki-1934.jpg + zooms |
| Certeza | CONFIRMADO (verificado em scan de 2048 px; campos a lápis conferíveis no scan de 5 MB) |
O que diz: Nazwisko Stobiecki. Ele: Hersz Aron, n. 1886, Błaszki, pais Fajwisz [Fajbuś] e Krajndla; profissão kupiec (comerciante). Ela: Regina, n. 1888, Dobra (powiat turecki), pais Dawid Majer e [Marja] de solteira Szajniak — e, no campo "nome de solteira" dela, o escrevente deixou um ponto de interrogação. Religião: mojżeszowe. Endereço: ul. Nadwodna 10 (última mudança registrada: "[Parczew]skiego 12", out/1938). E a tabela DZIECI (filhos):
| # | Nome | Nascimento | Anotação |
|---|---|---|---|
| 1 | Izrael (com "Mojsie" sobrescrito) | 12.XII.1914, Kalisz | |
| 2 | Marjem | 04.V.1919 | = "Marisha" |
| 3 | Szyja | 06.III.1922, Kalisz | = "Shia" |
| 4 | Majer | 16.I.1929, Kalisz | o nome que se perdeu |
| 5 | Frania | 03.II.1917, Kalisz | "zmarła VIII 30 r. Kalisz" — morta em ago/1930 |
O que estabelece: praticamente tudo — ver as fichas P01–P07. É o único documento conhecido em que a família inteira aparece junta, com datas.
A voz dele: [01:32] "12 de 12, 1914" — bate exatamente. [07:46] "Eu tinha mais dois irmãos e uma irmã" — ele contava os que a guerra levou; Frania, morta em 1930, não entra na conta dele nem entrou em nenhuma memória da família até 30/08/2026. [08:34] "[a diferença era] mais ou menos dois anos" — é o espaçamento real da série (1914·17·19·22). [08:38] "do menor a diferença era muito grande, tinha mais ou menos sete, oito anos" — Szyja (1922) → Majer (1929): sete anos exatos. [127:50] "e meu irmão mais novo — fala a verdade, não me lembro o nome dele" — o nome estava neste cartão desde 1934.
D03 · ~1936–37 — A foto da loja: Herz na porta#
| Documento | Fotografia tirada pelo próprio Mojsie; slide 3 da apresentação do bisneto |
| Cópia local | fontes/fotos/slide03-herz-porta-loja-1936-37.jpg + slide03-herz-loja-zoom-inscricao.png |
| Certeza | autoria e cena confirmadas pela fala dele; a inscrição "W. Horowicz […]" no painel (pintor de letreiros? marca?) segue sem identificação |
A voz dele: [128:36] "Essa foto eu mesmo tirei. Essa é da nossa loja que nós tivemos na Polônia, na Kalisz. Aqui está na porta meu pai." · [128:53] "Foi em 1936, 1937, mais ou menos."
Nota: a rua estreita de paralelepípedos da foto tem o perfil da Kanonicka — e não o da rua principal onde fica o prédio que o slide 3 aponta como "o mesmo hoje" (ver C02).
D04 · 25/07/1938 — A foto de família#
| Documento | Fotografia de estúdio carimbada "KALISZ 25-7-1938"; slide 4 do PDF |
| Cópia local | fontes/fotos/slide04-familia-kalisz-1938-07-25.jpg |
| Certeza | Todos os sete identificados — em pé: Szyja, Mojsie e Majer (os rapazes ao lado dele identificados pela família em 01/09/2026; ver C03) |
A voz dele: [127:25] "Essa foto é minha família: são meus pais, meus irmãos e noivo da minha irmã. Meu pai chamava Hersh, minha mãe Regina." · [127:41–46] "[o rapaz do lado da sua mãe?] — Noivo da minha irmã." · [127:50] "Meu irmão, em pé, chamava Shia."
O que mudou (2ª rodada): a família fechou o mapeamento em 01/09/2026 — em pé, da esquerda: Szyja, Mojsie, Majer. A nota documental (Majer com 9 anos e meio pelo D02, aparentando mais) fica preservada em C03. É a última imagem da família reunida; treze meses depois começou a guerra.
D05 · pré-1939 — O documento de noivado (tenaim) que a família achava ser a ketubá#
| Documento | Contrato de noivado ashkenazita (tenaim), formulário impresso europeu; slide 8 do PDF |
| Cópia local | fontes/fotos/slide08-ketuba-1950.jpg (nome mantido pela proveniência) + zooms |
| Certeza | o tipo do documento (fórmulas מזל טוב / המגיד מראשית אחרית / הכל שריר וקים) e o prefixo do ano impresso "שנת תר__" (= antes de set/1939); a identidade do casal — cursiva iídiche ilegível na resolução do PDF; o furo da dobra destruiu o fim do ano |
O que estabelece: não é do casamento de 1950 em São Paulo. É um noivado europeu, anterior à guerra — um dos raros papéis da Europa que sobreviveram com a família. Candidatos ao casal: os pais (~1912–14), a irmã Marisza e o noivo (~1937–39), parentes, ou a família de Clara. A tradução profissional do original físico é o item que mais subiu de valor no backlog (B1).
A voz dele: [90:13] "Da minha família, que só sobrou também só papel." — este pode ser, literalmente, um desses papéis.
D06 · 1945 — O registro de sobrevivente: "Stobiecki Moniek, Kalisz"#
| Documento | Registry of Jewish Survivors — list of Jews in Poland 1945 (World Jewish Congress, Londres), p. 243 |
| Origem | Arolsen Archives, doc. 78813849 |
| Cópia local | pesquisa/docs/arolsen-78813849-registro-sobreviventes-wjc-1945-p243.jpg |
| Certeza | CONFIRMADO (lido na página) |
O que diz: na coluna dos S: "Stobiecki Moniek, Kalisz" — ele, registrado como sobrevivente na própria cidade natal, em 1945, sob o apelido que usava (Moniek).
A voz dele: [84:42] "Eu tive essa sorte, que o exército passou pela minha cidade" · [88:23–89:55] a volta à loja (virou ferragens), à casa (a senhora que chora), a busca do zelador. O registro do WJC é o rastro documental exato dessa passagem por Kalisz.
D07 · 08/06/1946 — A ficha de deslocado: onde o "Grodans" estava guardado#
| Documento | A.E.F. D.P. Registration Record, Assembly Center 67, Heidenheim (Alemanha) |
| Origem | Arolsen Archives, doc. 69312025 |
| Cópia local | pesquisa/docs/arolsen-69312025-ficha-aef-dp-mojsie-1946-frente.jpg (+ verso) |
| Certeza | CONFIRMADO (verificado em alta resolução) |
O que diz: Stobiecki Moniek, n. 12.12.1914, Kalisz; apátrida (foi o que declarou); solteiro; religião Israelit; profissão TAYLOR (alfaiate); línguas iídiche, polonês, alemão, russo; residência em 1/1/1938: Kalisz; pai: STOBIECKI HERSZ; mãe: GRODANS REGINA; destino desejado: PALESTINE; não reivindica estatuto de prisioneiro de guerra.
O que estabelece: (a) o sobrenome de solteira da mãe, confirmado — a palavra que ele diz em [06:28] e que era só um palpite de áudio; (b) que em 1946 o plano dele ainda era a Palestina — o sonho do Beitar; (c) que ele se declarava alfaiate — o ofício nascido no campo soviético; (d) que se declarava apátrida — depois de servir dois exércitos poloneses.
A voz dele: [06:28] "Grodans." · [15:02] "Eu chamava Beitar… Tem muitos meus amigos que migraram para Israel de mocinhos, e eu era para ir também, mas não deu mais tempo." · [62:22] "'O que se sabe fazer?' Eu sei costurar." · [95:01] "nós ficamos na Alemanha um tempo" — o "um tempo" agora tem endereço e data.
D08 · 1946 — As listas de Heidenheim e Stamsried: o ano alemão#
| Documentos | Lista UNRRA Team 67 (Heidenheim, folha 20, linha 1908) · Lista oficial de Stamsried, Landkreis Roding, Baviera, 16/08/1946 ("Stamsried Nr. 111") · cartões de registro |
| Origem | Arolsen: 81990650 · 70200907 · 69312024 · 69312028 |
| Cópia local | pesquisa/docs/arolsen-81990650-…jpg, arolsen-70200907-…jpg, arolsen-69312024-…jpg (+verso), arolsen-69312028-…jpg |
| Certeza | os registros dele; "Josef (1901) e Rolka (1919) Stobiecki" nas linhas vizinhas de Heidenheim — possíveis parentes, não comprovado |
O que estabelece: o buraco 1945–46 da cronologia, preenchido: inverno 45–46 travessia → Heidenheim (jun/46) → Stamsried, Baviera (ago/46), sozinho, "Nr. 111" → Paris (fim de 46). E um encaixe que fecha sozinho: Stamsried fica a ~100 km de Nuremberg — ele morava ali exatamente nos meses finais do julgamento.
A voz dele: [93:10–94:59] a fronteira, os cem cigarros, o litro de vodca, o quilômetro de neve · [95:01] "chegamos numa cidade que se chamava Frankfurt [an der] Oder. E de lá nós ficamos na Alemanha um tempo" · [108:48–109:41] Nuremberg, do portão: "a gente só pedia a pena de morte".
D09 · 06/12/1947 — A lista de bordo do vapor GROIX: a chegada#
| Documento | "Lista de Passageiros — Temporário", vapor GROIX (Chargeurs Réunis), Le Havre → Casablanca → Rio → Santos; p. 13, linha 29 |
| Origem | Museu da Imigração/APESP, BR_APESP_MI_LP_110455 |
| Cópia local | pesquisa/docs/groix-1947-12-06-lista-passageiros-santos.pdf + recortes da linha 29 |
| Certeza | CONFIRMADO (nome dele datilografado; verificado) |
O que diz: "29. Moysie Izrael Stobiecki — M, 33, solteiro, polonesa, alfaiate, só, Israel[ita], última residência Paris, Francia, procedência Le Havre, destino Porto Alegre ('Colombo 2140'), 3ª classe — passaporte expedido 19.8.47 em Paris" (mesma data e local da carteira de admissão). Observações: "Temporário, art. 7º letra A, Dec. 7.967". O Groix era o único transatlântico em Santos naquele dia; na mesma folha, outros oito judeus poloneses de Paris. Ele desembarcou seis dias antes de completar 33 anos — e não passou pela Hospedaria dos Imigrantes (registro de matrícula: zero).
A voz dele: [111:13] "Encontrou uma pessoa, um primo do meu primo, em Rio de Janeiro. A resta de família morava todo em Porto Alegre." — o destino declarado na lista · [111:54] "eu venho aqui já como turista, vem três meses" — o "temporário" da lista e da carteira · [112:06] "Olha aqui, vai ter outra guerra, aqui tem família, fica aqui" (fala recuperada na passada de 30/08).
D10 · 08/03/1948 — A carteira de admissão no Brasil#
| Documento | Carteira de admissão em território nacional (Rio de Janeiro) |
| Cópia local | fontes/fotos/slide07-carteira-admissao-1948.jpg (extraída em alta do PDF) |
| Certeza | (documento da família) |
O que diz: temporário até 06/06/1948, art. 34 do Dec. 7.967/1945; desembarque 6/XII/1947, "Vapor", Santos; passaporte 074.893 (Paris, 19/VIII/1947); visto 2529 (Paris, 1947). Assinatura: Moïse Izrael Stobiecki. — O par perfeito do D09: a mesma entrada, vista pelo Estado brasileiro. E o Dec.-Lei 7.967 é a lei de "seleção étnica" do pós-guerra (ver H08): ele entrou pela porta entreaberta do visto temporário, como 15–20 mil sobreviventes.
A voz dele: [111:54–112:16] os três meses de turista, a prorrogação, Porto Alegre → São Paulo.
D11 · 23/07/1952 — A habilitação de cocheiro#
| Documento | Habilitação da Diretoria do Serviço de Trânsito de SP: "cocheiro profissional — dirige 1 animal" (exame em 10/07/1952) |
| Cópia local | fontes/fotos/slide09-habilitacao-cocheiro-1952.jpg |
| Certeza | (documento da família) |
A voz dele: [114:23] "cada homem imigrante que vem para São Paulo, o primeiro começo, o que que era? Era clientela." — a carroça e o cavalo da foto ao lado do documento são a prova material da clientela. É o elo brasileiro da cadeia do ofício: a confecção do pai em Kalisz [04:03] → a costura aprendida sob coação no campo soviético [62:35] → as calças de Paris [97:58] → a clientela de São Paulo.
D12 · 1967 — O caso T/D 200.483 do ITS: alguém procurou#
| Documento | Tracing/Documentation case no. 200.483 — "STOBIECKI, IZRAEL (further first names: MOJSIE, MONIEK)", aberto em 1967, 6 documentos |
| Origem | Arolsen, ref. 6.3.3.2 — conteúdo não digitalizado |
| Certeza | o caso existe; o conteúdo |
O que pode ser: em 1967, alguém abriu um caso de rastreamento sobre ele (ou em nome dele) no Serviço Internacional de Busca. Pedido de indenização? Um parente procurando? Ele mesmo procurando Marisha? — [125:28] "Eu, quando estava em Israel, entre os russos, não dava para descobrir. Não sei o que aconteceu com ela." A família pode solicitar o dossiê gratuitamente (pesquisa/proximos-passos.md, item 3).
D13 · 1997/2005 — A ficha da entrevista no USC Shoah Foundation#
| Documento | Ficha pública da entrevista 35919 no Visual History Archive (indexada em 26/01/2005; 141 segmentos) |
| Origem | https://vha.usc.edu/testimony/35919 |
| Cópia local | pesquisa/docs/usc-vha-35919-indice-completo.txt · still: usc-vha-35919-still.jpg |
| Certeza | a ficha; os dados dela que não estão na fita (vieram do questionário pré-entrevista) |
O que diz: pessoas indexadas — pai Hersz, mãe Regina [Ruchel], irmãos Mayer e Szia, irmã Marisza, esposa Clara, filhos, e prima paterna Sala Stobiecki. Trajetória indexada minuto a minuto (Majdanek no segmento 58; "Kronshtadt/Leningrado" no 63 — os indexadores de 2005 ouviram o mesmo topônimo que nós). A USC fornece a familiares o questionário e cópia do vídeo em qualidade de arquivo (sfiaccess@usc.edu).
O que estabelece: o "Mayer" registrado aqui, cruzado com o "Majer" do D02, fecha o nome do caçula por duas fontes independentes. E "Ruchel" é provavelmente o nome hebraico de Regina.
D14 · 1946–1950 — Tauba Stobiecka: a outra Stobiecki de Kalisz#
| Documento | Ficha do AJDC Paris Emigration Service: Tauba Stobiecka, n. 10/06/1923 em Kalisz, costureira; França 1946, Paris; emigrou aos EUA (consulado de Paris, jul/1950, dossiê US.6235) |
| Origem | Arolsen, doc. 80210205 |
| Cópia local | pesquisa/docs/arolsen-80210205-tauba-stobiecka-ajdc-paris-frente.jpg (+ verso) |
| Certeza | a ficha; o parentesco (única outra Stobiecki de Kalisz em todo o índice do Arolsen; mesma cidade, mesma geração, mesmo ofício de agulha, mesma rota Kalisz→Paris) |
Por que importa: se era parente (prima?), pode haver descendentes dela nos EUA hoje. O dossiê US.6235 no JDC diria com quem ela viajou e quem declarou como família.
D15 · 18/11/1947 — O memorando do Joint: a partida organizada de Paris#
| Documento | AJDC Emigration Headquarters, Administrative Memorandum #275 (18/11/1947), p. 4 — lista de emigrantes partidos da França, por destino |
| Origem | JDC Names Index, registro 1235477 (coleção "Departures from France, 1947"; Geneva 1945–1954, SM.507). Indexado com erro de grafia ("Storiecki"); o datilografado lê STOBIECKI |
| Certeza | CONFIRMADO (documento digitalizado lido) |
O que diz: "PARIS | Paris File # BR 1001 | STOBIECKI Moniek | destino BRAZIL" — navio GROIX, novembro de 1947.
O que estabelece: a emigração dele foi organizada e registrada pelo Joint — a mesma instituição que avalizou a máquina de costura [102:47] cuidou da passagem para o Brasil. E existia um dossiê parisiense "BR 1001" em nome dele no serviço de emigração do AJDC — um documento que a família pode solicitar ao JDC Archives (junto com o US.6235 da Tauba, D14). As datas fecham: o memorando é de 18/11; o Groix chegou a Santos em 06/12 (D09).
A voz dele: [102:47] "O Joint, eu fui e eles me deram, assinaram pelo crédito, eu que pagava. Se precisava de comida, alguma coisa, assim, eles ajudaram muito." — ajudaram até o cais.
D16 · 1834–1901 — Os atos civis de Błaszki: cinco gerações com número de registro#
| Documento | Índice dos registros civis judaicos de Błaszki (Okręg Bóżniczy), no JRI-Poland (busca legada, pública) |
| Origem | https://legacy.jri-poland.org (fundo dos atos de Błaszki; scans no Szukaj w Archiwach — bloqueado desta rede por filtro de IP, mas os links funcionam de outra) |
| Certeza | os índices (nomes, atos, datas); a leitura dos scans em si, pendente de rede não bloqueada |
O que estabelece: a linha paterna inteira, ato a ato — Hersz (~1806, curtidor) × Temera → Szyja (ato 5/1834) × Brana Grynbaum → Fajbuś (ato 87/1861, chapeleiro; casamento ato 2/1884 com Krajndla Ryfka Koszerek) → Hersz Aron (ato 56/1886: nascido 20/06/1886) → Mojsie (1914). Os nomes dos filhos de Kalisz repetem os antepassados de Błaszki: o irmão Szyja (1922) tem o nome do bisavô de 1834; o pai Hersz Aron (1886), o do trisavô. Tabela completa e links dos scans: fontes/dados-biograficos.md, "A linhagem de Błaszki".
A voz dele: [02:45] "Onde meu pai nasceu… chama Błaszki." · [03:02] "eles moraram 30 quilômetros de distância da nossa cidade, na cidade de Błaszki. E eles também, era um comércio pequeno que eles viveram lá." — o "comércio pequeno" dos avós agora tem profissões de índice: chapeleiro, curtidor. E no cemitério novo de Kalisz existe hoje o memorial de Błaszki (cinzas e lápides trazidas em 1967 do cemitério destruído) — o lugar de memória dos bisavós.
D17 · 1939–41 — As listas de Annopol: o tio Rafał no funil de Lublin, com a assinatura dele#
| Documento | (a) Onze listas nominais indexadas pelo Yad Vashem (JDC/ŻSS jul/1940–out/1941 + deportações Lublin→região abr/1941), lidas por inteiro em 31/08/2026 via API (1.741 registros); (b) os scans das duas pastas AJDC de Annopol (ŻIH 210/240–241), lidos documento a documento em 01/09/2026 no site do JDC Archives: 9 peças nominais/atestados entre 20/03/1940 e 10/02/1941 |
| Origem | Yad Vashem Documents Search (ex.); JDC Archives, 1939-1941 Warsaw Collection, W 39-41/2/240 e /241 — File 240 · File 241 (PDFs W_3941_010_0038/0039/0040/0043/0045/0048/0053/0067/0077; cópias em pesquisa/docs/jdc-w3941-010-*.pdf, com recortes jdc-annopol-*.png) |
| Certeza | o conteúdo (índices + scans); Rafał Stobiecki em Annopol de jul/1940 a fev/1941, 4 pessoas, assinatura de próprio punho; Rafał = o tio Rafał Ber (sem idade/naturalidade nos registros); quem é o "M. Stobiecki" |
O que os scans dizem (detalhe em pesquisa/achados.md, rodada 01/09, item 8):
- 26/03/1940, nota da delegação do Joint: Annopol tem 350 famílias judias; "em dezembro [de 1939] chegaram 63 refugiados de Kalisz, Łódź, Radomsko e Poznań". O atestado da Rada Żydowska de 20/03/1940 confirma: 63 refugiados "há 4 meses". Dezembro de 1939 é o mês dos dez trens de Kalisz — a rota Kalisz → Lublin → Annopol deixa de ser inferência.
- 15/07/1940 (recibo de produtos e roupas do Joint, duas vias): linha 4, "Stobiecki Rafał, 4 osób" — e a assinatura "Rafał Stobiecki", a letra do tio. Na linha 19, o recibo do Dr. Chaim Zajfen é assinado "Za Doktora Zajfena, M. Stobiecki".
- 08/09/1940: linha 5, Rafał, 4 pessoas, "R. Stobiecki". 11/11/1940: linha 6, 4 pessoas, 2 kg de farinha do A.J.D.C.-Lublin. 05/01/1941 (recebida 10/02/1941): linha 17, 4 pessoas, entre 59 famílias de refugiados.
- Os índices do Yad Vashem acrescentam: Rafał até 12/04/1941; 05–10/04/1941, a família do tio Ajzyk (Frajdel, Izrael, Rachel, Syza) deportada de Lublin para Annopol; Ajzyk nas listas de ajuda de 30/05 a 31/10/1941.
- Hersz, Regina, Marjem, Szyja e Majer não constam de nenhuma lista — nem dos scans, nem dos índices; "Grodans/Graudans" tampouco. Onde a família nuclear passou 1940–42 segue sem documento.
- Peças da mesma varredura de 31/08: "Moses Stobjecki", morto em Majdanek entre 18/05 e 29/09/1942 (registro 11950903); "Ajzyk Stobieck", n. 1901, † 20/03/1945 no hospital de Ebensee (registro 7579627).
Por que importa: os dois irmãos de Hersz estavam em Annopol — Rafał desde o transporte de dezembro de 1939, Ajzyk desde abril de 1941 — vindos pela rota da expulsão de Kalisz. E há um "M. Stobiecki" adulto, alfabetizado, em Annopol em julho de 1940: não é filha de Rafał (Cyrla, Zysel, Brajna — cartão 223 lido); sobram duas Marjem Stobiecka de Kalisz — a irmã de Mojsie (n. 04/05/1919, "fora do campo" segundo a vizinha) e a prima, filha de Abram Lajb (n. 14/06/1918, P.O.W. 24). Hipótese em aberto, . As pastas da ŻSS (211/187–189, incl. 1942) seguem fora da rede: pedido pronto em pesquisa/pedidos-prontos.md, item 5.
A voz dele: [85:33] "Ela falou que ela estava com os meus pais e irmãos… Todo mundo morreu." — e [130:18], sobre o tio da foto: "[O senhor sabe o que aconteceu com eles?] — Não." Agora, em parte, sabe-se.
D19 · 1939–1942 — Os registros de Lublin: a família no lugar e na hora exatos#
| Documentos | Initial Registration of Lublin's Jews — October 1939 and January 1940 (com "Stobiecki, Ajzyk" e "Stobiecki, Izrael") · City of Lublin Death Incidents Register — November 1941 and January 1942 (com "Stobiecki, Aser Hersz") |
| Origem | Índices públicos do USHMM Holocaust Survivors and Victims Database (verificados em 01/09/2026: busca "Stobiecki"); cópias digitalizadas dos originais via Document Request Form (gratuito, remoto) |
| Certeza | os índices; as identificações — o par Ajzyk+Izrael bate com pai e filho do cartão de Kalisz; "Aser Hersz" ↔ "Hersz Aron" é o candidato mais direto já achado ao desfecho do pai — decidível pela cópia (idade, endereço) |
Por que importa: o registro inicial cobre exatamente a janela da chegada do trem de Kalisz (02/12/1939) — é a primeira aparição possível da família expulsa no lugar do desterro. E o registro de óbitos põe um Stobiecki morrendo no gueto de Lublin em 1941, antes da liquidação de março–abril de 1942 (Bełżec/Majdanek). Se "Aser Hersz" for Hersz Aron, o desfecho do pai se separa do da mãe e dos irmãos — e o relato da vizinha ([85:33]) passa a descrever o resto da família. Análise completa: contexto/12-destino-judeus-kalisz.md.
A voz dele: [87:38] "E chegou essa carta, e meu pai pediu ajuda… De tudo o que tinha, só sobrou um travesseiro… e uma coberta." — a carta do pai, pedindo ajuda, veio de algum endereço do desterro; Lublin é o candidato documental. E [88:07]: "Que jeito eu podia ajudar? Mas não encontrei mais nunca ninguém."
D18 · 1950–2000 — Os rastros brasileiros: os proclamas, o Diário Oficial e o túmulo#
| Documentos | Edital de proclamas (DOE-SP, 18/05/1950); ocorrências no DOE-SP 1950–2007; blocos funerários no Estadão (2000–01, 2016–17); registro de sepultamento na Chevra Kadisha SP |
| Origem | Imprensa Oficial SP (acervo desde 1891, busca aberta) · Acervo Estadão · Chevra Kadisha, busca "Localize" |
| Certeza | (índices e fichas lidos; as páginas dos jornais ficam a um clique da família) |
O que dizem:
- Proclamas, DOE-SP de 18/05/1950 (Judiciário, p. 18), duas semanas antes do casamento: "…natural da Polônia, nascido em 12 de dezembro de 19[14]… ALFAIATE, filho de HER[Z] STOBIECKI e de dona RE[GINA]…" — e a noiva, "natural de Curitiba, Estado do Paraná, nascida em 30 de ju[nho]…". No dia de se casar, a profissão declarada era a que nasceu no campo soviético. Dados novos: Clara nasceu em Curitiba, em 30 de junho; os pais dela eram David e Elca Schnaider (do registro de sepultamento).
- O sepultamento: "MOJSIE IZRAEL STOBIECKI, falecido 18/10/2000 (20 de Tishrei de 5761), filho de HERZ STOBIECKI & REGINA STOBIECKI" — Cemitério do Butantã, Setor O, Quadra 328, Sepultura 69. Clara (†19/09/2016): Butantã, R/410/117. um dos filhos (†2020): Embu. Até na ficha do cemitério paulista, os nomes dos pais de Kalisz.
- Os avisos fúnebres no Estadão: 16–19/11/2000 (o sheloshim, o 30º dia) e 13–16/09/2001 (o padrão do descerramento da matzeivá); os da Clara em 2016–17. As datas e páginas exatas estão em
pesquisa/achados.md— a família pode pedir as páginas ao acervo. - Outros rastros no DOE-SP: uma intimação de 1957 ("Moise Israel Stobiecki"); uma ação de despejo julgada contra "Moyses Israel Stobiecki" em 31/01/1969 — um momento duro da vida material, registrado como tudo o mais; registros dos filhos nas décadas seguintes (reservados à família).
- Pista nova: um Chaim Lajb Stobiecki, polonês, comerciante em SP/Santo André de 1949 a ~1960 (firma individual, empório de secos e molhados, mandado de segurança contra a Alfândega de Santos em 1960) — possível parente não identificado; não está sepultado pela Chevra SP.
A voz dele: [113:57–114:16] "Eu me casei… 3 de junho… [de 19]50." · [114:41] "Graças a Deus, agora, neste ano que vem, em junho, faz 48 anos." — os proclamas são o documento da véspera dessa conta. E o registro do Butantã fecha o círculo: o menino da Nadwodna 10, enterrado em São Paulo como filho de Herz e Regina — os nomes que este projeto encontrou escritos pela última vez, meio século antes, num cartão de Kalisz e numa ficha de refugiado.
D20 · anos 1930 — A fotografia da família do tio Rafu (Yad Vashem)#
| Documento | Fotografia anexada às Páginas de Testemunho de Leah Stobieski (n. 1895, Kalisz, professora; "3 Girls"), submetidas pela neta Rachel Dorison Rothstein (Jerusalém, 17/05/2000): cinco pessoas sentadas — um homem, uma mulher e três moças. Reprodução de recorte impresso, 1677×885 px |
| Origem | Yad Vashem, registro 13987692, Photo Archive item 14194091. Cópia em pesquisa/docs/yadvashem-13987692-foto-familia-rafu-leah-stobieski.jpg (01/09/2026). Permissão de uso confirmada pela família em 01/09/2026 |
| Certeza | a foto e a submissão; Rafu = Rafał Ber (fechado em 01/09/2026 pelo cartão de Kalisz: mulher Lewie n. 1895, três filhas — P08); a leitura "casal + três filhas" vem do conjunto das fichas e do cartão (na ficha da própria Leah, "Rafu" está no campo pai da vítima — erro de preenchimento) |
O que mostra: o único homem, de terno e gravata, calvo, bigode — Rafu, se a leitura está certa; ao lado dele uma mulher de vestido escuro (Lewie/Leah); três moças de idades diferentes — Cyrla, Zysel e Brajna (n. 1920, 1923, 1929), pelo cartão de Kalisz. As listas de Annopol de 1940–41 (D17) dão à família 4 pessoas. Um retrato de quem conviveu com Mojsie menino.
A voz dele: [129:29–130:09] o tio que "quase criou" os meninos · [130:18] "[O senhor sabe o que aconteceu com eles?] — Não."
PARTE II — As pessoas que os documentos revelaram#
P01 · MAJER STOBIECKI (16/01/1929 – Shoá) — o nome que voltou#
O caçula. Nome perdido na fita ([127:50] "fala a verdade, não me lembro o nome dele"), recuperado por duas fontes independentes: o cartão de 1934 (D02) e a ficha VHA (D13). Tinha 10 anos quando a família foi deportada de Kalisz (dez/1939) — morreu criança, com os pais, segundo o relato da vizinha ([85:33] "ela estava com os meus pais e irmãos… todo mundo morreu"). A fala dele sobre a diferença de idade ([08:38] "sete, oito anos") sempre esteve certa: Szyja→Majer = 7 anos. Ação possível: Página de Testemunho no Yad Vashem, agora com nome e data (pesquisa/proximos-passos.md, item 1).
P02 · FRANIA STOBIECKA (03/02/1917 – VIII/1930) — a irmã que ninguém registrou#
A quinta filha, revelada pelo cartão de 1934 (D02): morreu aos 13 anos, em agosto de 1930, em Kalisz — antes da guerra. Não aparece na entrevista ([07:46] ele diz "mais dois irmãos e uma irmã" — os que a guerra levou), nem em nenhuma memória da família. Mojsie tinha 15 quando ela morreu. Não entra no Yad Vashem (não é vítima da Shoá).
Sobre o túmulo (verificado em 31/08/2026): nenhum registro online. O quadro: em 1930 as famílias de Kalisz ainda enterravam de preferência no cemitério velho ("Na czaszkach") — que os alemães destruíram, usando as lápides para reforçar as margens do rio Prosna; ~2.000 macewas foram recuperadas do canal em 1989 (Fundação Nissenbaum) e levadas de volta ao terreno. O cemitério novo (Podmiejska 21) sobreviveu com ~100 lápides de ~3.000 — e há lápide legível de 1931, prova de que a época dela sobrevive. Em 2013 foi anunciado um inventário completo com busca por nomes (TOnZ Kalisz), cuja URL não foi localizada — reencontrá-lo é o caminho para procurar a Frania. (No mesmo cemitério novo há um memorial com as cinzas e macewas trazidas de Błaszki em 1967 — o cemitério dos bisavós.)
P03 · REGINA STOBIECKA, de solteira GRODANS (1888, Dobra – Shoá) — a mãe#
Sobrenome confirmado pela ficha DP de 1946 (D07) — a mesma palavra que ele diz em [06:28]. Nascida em Dobra (powiat turecki) em 1888 (D02), filha de Dawid Majer e [Marja] Szajniak. Nome hebraico provável: Ruchel (D13). Pela família materna: os Graudans de Dobra — um casamento de 1893 em Konin (Izrajel Graudans, filho dos mesmos pais) indica um tio materno; grafias atestadas: Grodans/Grandans/Graudans/Gradans. A voz dele sobre ela: [06:11] "Ela sempre ajudava junto com nós, todo mundo trabalhava para o futuro."
P04 · HERSZ ARON STOBIECKI (1886, Błaszki – Shoá) — o pai#
Nascido em Błaszki em 1886 (cartão D02: 8.?.1886; ato civil 56/1886 no índice JRI: 20/06/1886), filho de Fajbuś e Krajndla (Koszerek). Comerciante (kupiec, D02) e alfaiate (D01) — as duas faces da confecção que Mojsie descreve [04:03–04:24]. Na Nadwodna 10/12, loja na Kanonicka. O último gesto documentado pela memória: [05:42] encontrar o filho na retirada e entregar-lhe [tefilín? tehilim?] e um pouco de dinheiro; a última imagem: [86:48–87:19] o relato da vizinha — a carroça, os cavalos desatrelados, "meu pai foi cavalo". A carta que ele mandou ao filho ([87:38]) é o último papel que veio dele — "só sobrou papel" [90:13].
P05 · MARJEM ("Marisha"/Marisza) STOBIECKA (04/05/1919 – ?) — a irmã do destino desconhecido#
Data pelo cartão (D02). A única sobre quem a vizinha tinha dúvida: [85:48] "ela estava fora de concentração… ela foi para a [Rossia?]" · [125:01] "se eles casaram e foram para a Rússia, pode ser. Mas não tenho certeza… até hoje não tem nenhuma informação." Ele procurou em Israel [125:28]. O noivo dela está na foto de 1938 (D04) e morreu no início da guerra. Segue a pergunta aberta mais importante do projeto — e o D12 (caso de 1967) pode ser o registro de uma busca.
P06 · SZYJA ("Shia") STOBIECKI (06/03/1922, Kalisz – Shoá) — o irmão do meio#
Data pelo cartão (D02) — a memória de 1997 o punha "~2 anos" mais novo; eram 7½. É o irmão a quem Mojsie confiou a família ao fugir: [34:24] "combinei com ele, que ele toma conta, para mim se salvar." Tinha 17 anos.
P07 · Os avós, bisavós e trisavós — a linhagem de Błaszki#
Fajbuś Stobiecki (n. 30/10/1861, Błaszki, chapeleiro) × Krajndla Ryfka Koszerek (casamento 17/01/1884, Błaszki, ato 2) — moravam na mesma casa da Nadwodna 10 em 1934 (D02), embora Mojsie os lembre em Błaszki na infância [03:02] (mudaram-se depois). Bisavós de Mojsie: Szyja Stobiecki (ato 5/1834, Błaszki) × Brana Grynbaum; trisavós: Hersz (~1806–12, curtidor; † 1872) × Temera — cinco gerações com ato numerado (D16), e os nomes dos filhos de Kalisz repetindo os dos antepassados. Ele mostra a foto dos avós na entrevista: [126:50] "Essas fotos são dos meus avós paternos. Chama-se Stobiecki, família Stobiecki."
P08 · Os tios — e Rafu, agora com certeza#
Documentados nos cartões vizinhos (caixa 4463): Brana (1885, a irmã), Rafał Ber (n. 02/02/1890, Błaszki — Złota 1, a alfaiataria do livro de 1929, D01; depois P.O.W. 1 e, desde 22/02/1939, Babina 16), Szaja Majer (1898, alfaiate, foi a Łódź em 1917), Ajzyk (1901, Nowa 15), Kasriel (~1902, Stawiszyńska 3 — casado com uma filha de mãe Grandans: segundo laço entre as famílias). Mojsie: [03:33] "tinha quatro irmãos e uma irmã… os irmãos moravam na mesma cidade." Rafu = Rafał Ber — fechado em 01/09/2026 pelo cartão dele (scan 0228, lido por inteiro): mulher Lewie (Leah), z domu Popov, n. 16/02/1895 em Stawiszyn, filha de Gedalje e Cyrla Moszkiewicz; três filhas: Cyrla (01/07/1920), Zysel (13/06/1923) e Brajna (17/07/1929). A Página de Testemunho de Leah ("1895, 3 Girls") e o cartão descrevem a mesma casa. A foto do Yad Vashem (D20) tem, portanto, nomes: Rafał, Lewie, Cyrla, Zysel, Brajna. Em Annopol (D17) eram 4 pessoas — uma das cinco não estava com eles. O "M. Stobiecki" que assinou lá em 15/07/1940 não é ninguém desta casa (nenhum M.): a hipótese Marjem fica sem concorrente na família de Rafał, mas segue . O tio Ajzyk, pelo cartão (scan 0230): n. 03/02/1901, Błaszki; mulher Fradel Markowicz (n. 26/12/1897, Stawiszyn); filhos Izrael (1926), Rachel (1930) e as gêmeas Fajga († 17/08/1932) e Zysa (1932) — a família "Eisik, Freidel, Izrael, Rachel, Syza" das listas de Annopol. O resto da caixa (scans 0216–0226, lidos em 01/09/2026, noite): Kasriel — n. 10/06/1903, Błaszki, alfaiate, × Sura Rywka Kałan(?) (n. 1904, filha de Lajzer e Rojza Grandans), filho Lajzer (19/12/1930); Stawiszyńska 9 → Ciasna 19; deu baixa em 15/09/1939 ("do wojska(?)", leitura incerta). Abram-Lajb (n. 29/01/1880, Błaszki, professor de cheder; filho de Szyja — o trisavô — com uma segunda mulher, Marjem Birnbaum: meio-irmão de Fajbuś) × Ryfka-Rajzla Szejnholc; 3-go Maja 12 → P.O.W. 24; morreu em Kalisz em 16/12/1938 (akt 194/38); filhos Chana-Sura 1913, Ruchla 1914, Marjem 14/06/1918, Dwojra 1921, Rachela 1923, Szlama-Szyja 1925. A segunda Marjem Stobiecka (prima, 22 anos em 1940, P.O.W. 24) é concorrente direta da irmã de Mojsie para o "M. Stobiecki" de Annopol (D17) — as duas hipóteses ficam lado a lado. Ebensee — provável, não fechado (revisto em 01/09/2026, noite): o cartão é provavelmente do PRIMO Ajzyk. O cartão de Kalisz do tio dá a ele a mesma data de nascimento, 03/02/1901, usada abaixo para o primo — a data deixa de separar os dois; o que separa é a família (o de Łódź tinha mulher Mariem Ita; o tio, Fradel) e a rota (Łódź vs. Lublin/Annopol). O registro de Mauthausen (nº 136293, "Ajzyk Stobiecki, 1901, Błaszki", † 20/03/1945 em Ebensee) pertence ao primo (n. 03/02/1901, filho de Jankiew Wołek) — morador do gueto de Łódź (Drewnowska 21/33, correeiro, esposa Mariem Ita, três filhos pequenos; existe um pedido de identidade de 1940 com foto, requisitável ao USHMM), rota Łódź → Auschwitz → Gross-Rosen → Mauthausen → Ebensee, morto de inanição seis semanas antes da libertação. O cartão com a cruz vermelha está em pesquisa/docs/ebensee-hospital-cartao-ajzyk-stobiecki-1945.jpg. O tio Ajzyk: registrado em Lublin (out/1939–jan/1940, com o filho Izrael — D19), deportado a Annopol (abr/1941), listas de ajuda até out/1941 — destino final aberto (o desfecho de Annopol foi Bełżec, out/1942). E sobre o pai de todos eles, ver D19: o "Aser Hersz Stobiecki" morto no gueto de Lublin em 1941 é o candidato mais direto já achado a ser Hersz Aron. Rafał Ber ≈ "Rafu Stobieski" do Yad Vashem (n. 1890, alfaiate de Kalisz, morto em Auschwitz com a mulher Leah e as filhas Sonia e Bronia): mesmo ano, mesma profissão, mesma rua; e as duas fontes dão três filhas — o cartão de 1934 lista três crianças (Cyrla ~1924, [?], Brajna ~1934) e as fichas do Yad Vashem anotam "3 Girls" (só duas nomeadas). As fichas, lidas em 31/08/2026, não trazem endereço (só "Kalish") nem os pais de Rafu — não fecham nem refutam a identificação, que segue provável. Detalhes que elas acrescentam: Leah era professora, e no Yad Vashem existe uma fotografia da família — o casal e as três filhas — submetida pela neta em 2001 (registro 13987692, item "Photos"). Se confirmado, o tio da foto de [129:29] — "ele quase criou nós" — pode ser ele, e a submissora das fichas (Rachel Dorison Rothstein, neta, Flórida, 2000–01) é prima da família. Ver contexto/12-destino-judeus-kalisz.md.
P09 · Sala Stobiecki — a prima da ficha#
"Prima paterna" indexada na ficha VHA (D13) — provavelmente citada no questionário de 1997. Sem cartão próprio na kartoteka; candidatas entre as filhas dos tios. Pode ser a prima da foto de [129:29], cujo nome ele não lembra na fita (a máquina leu "Cáceres" — ruído).
P10 · Tauba, Josef, Rolka, Cwi — os possíveis sobreviventes#
Tauba Stobiecka (D14) e Josef (1901) / Rolka (1919) Stobiecki — registrados no mesmo campo de Heidenheim que Mojsie, nas linhas vizinhas da lista da UNRRA (D08). Nenhum vínculo provado; são as pistas mais quentes de parentes que sobreviveram. (Ruchla Stobiecka, n. 12/02/1919 em Łódź, filha de Abram Lajb — do ramo do meio-tio-avô —, é candidata natural a ser a "Rolka".) "Stobiecki Cwi" — uma criança nas fichas de colônia de férias da TOZ em Dzierżoniów, 1947 (fundo TOZ, unidade 815 — ŻIH/USHMM RG-15.107M). Cwi = Hersz em hebraico. Possível parente sobrevivente, verificável por cópia da ficha. E no pós-guerra polonês: "Stobiecki J." e "Stobiecki Perec" no arquivo de reivindicações patrimoniais do CKŻP, 1946–50 (ŻIH 303/XVI/79) — "J." pode ser o Josef de Heidenheim, e o assunto — imóveis — pode ser o prédio da família ([21:23] "No porão tinha muita coisa…"). E em São Paulo: Chaim Lajb Stobiecki, polonês, comerciante em SP/Santo André de 1949 a ~1960 (D18) — outro portador do sobrenome na mesma cidade que Mojsie, na mesma época. Possível parente, não identificado.
P11 · Os vizinhos do Bom Retiro#
[112:26] "eu tinha aqui uns vizinhos que eram do mesmo ramo do meu pai, da mesma rua… As filhas hoje me conhecem ainda." O sobrenome ficou ininteligível na fita ([112:36], máquina leu "tunkersfats"). Candidatos documentais (D01): Michałowicz (Nadwodna 15) e Litmanowicz (Nadwodna 18) — os dois alfaiates da mesma rua. E havia um Goldman que trabalhara para a família [112:41].
PARTE III — A história em volta (o que enquadra o relato dele)#
H01 · Os dez trens de dezembro de 1939#
A deportação de Kalisz, trem a trem (M. Dean/USHMM via Sztetl; Yad Vashem Deportations): 02/12 Lublin e Sandomierz · 06/12 Kałuszyn e Łuków · 11/12 Sarnaki e Sokołów Podlaski · 12/12 Węgrów · 13/12 Łosice · 14/12 Rzeszów e Kraków — 15.862 pessoas. A família, de rua central e loja própria, tinha o perfil da primeira leva; a hipótese mais econômica é o trem de 02/12 para Lublin. O último trem partiu dois dias depois do 25º aniversário de Mojsie. → contexto/05-warthegau-expulsoes.md. A voz dele: [33:43] os avisos nas esquinas; [34:12] "'Como eu vou fazer? Vou deixar tudo isso aqui?' E ficaram."
H02 · A hala targowa — o mercado coberto#
20/11–14/12/1939: mais de 10 mil judeus trancados na hala dos irmãos Szrajer (Rynek Dekerta), arame farpado triplo, tifo, uma mala e 50 złoty por pessoa. É onde a família quase certamente passou os últimos dias em Kalisz. → contexto/05.
H03 · O funil de Lublin: Bełżec e Majdanek#
Dos ~2.500 kaliszanos reassentados no distrito de Lublin, os primeiros transportes da Aktion Reinhard (mar–abr/1942) foram para Bełżec (≥3.000 mortos); "só uma pequena parte" chegou a Majdanek — mas 5 dos 337 sobreviventes registrados pelo Comitê de Kalisz voltaram de Majdanek, e é exatamente a existência de uma sobrevivente (a vizinha de [85:33]) que sustenta o Majdanek do relato dele: de Bełżec, quase ninguém voltou para contar. A afirmação central segue a fórmula acordada: "segundo o próprio Mojsie, e de forma compatível com o que se sabe da deportação de Kalisz, a família foi morta em Majdanek" — [55:43] "E meus pais, minha e toda a família morreram lá", possivelmente repetida em [88:13] "Todos morreram no [Majdanek?]". → contexto/12-destino-judeus-kalisz.md.
H04 · A deportação soviética de 28–29/06/1940#
A batida que o pegou em Białystok foi a deportação dos bieżeńcy: ~75 mil refugiados da zona alemã, >84% judeus, para assentamentos no norte da Rússia e Sibéria — o trem de dois meses que ele descreve [39:32–40:55]. O "Kronstadt" dele ([60:44], fala confirmada; lugar não identificado) e a comissão de Leningrado [61:30] pertencem a esse mundo. → contexto/07 e 08.
H05 · Anders, Tashkent e o julgamento#
A recusa dele em barrar judeus da fila ([44:50–46:00]) se encaixa na discriminação documentada do Exército de Anders (judeus caíram de ~40% dos alistados para 5% dos evacuados). O julgamento que ele venceu — "eu sozinho era meu advogado" [46:23] — é o núcleo moral da história que ele conta. → contexto/09.
H06 · Berling, Lenino — e o problema de Stalingrado#
O exército em que ele de fato serviu (1ª Divisão Kościuszko, formada em maio/1943) não esteve em Stalingrado; o primeiro combate foi Lenino (12–13/10/1943), onde o ferimento na mão esquerda [53:17] se encaixa. A menção a Stalingrado [50:26] fica registrada com as três leituras possíveis, sem escolher. → contexto/10.
H07 · Nuremberg, a 100 km de casa#
Ele assistiu do portão [108:48] — e morava em Stamsried, a ~100 km, durante os meses finais do julgamento (D08). O "Goebbels" que ele cita [109:24] é anacronismo da memória (morto em maio/45) — preservado como tudo o mais. → contexto/14.
H08 · O Decreto-Lei 7.967/1945#
A lei de "seleção étnica" do pós-guerra brasileiro, citada na lista do Groix (art. 7º-A) e na carteira dele (art. 34). Ele entrou como temporário — a porta entreaberta — como 15–20 mil sobreviventes. [111:54] "eu venho aqui já como turista". → contexto/16.
H09 · Os negativos que também são achados#
Yad Vashem: Hersz, Regina, Marjem, Szyja e Majer não têm registro — estão entre o milhão sem nome; registrá-los é o ato nº 1 ao alcance da família. Yizkor books de Kalisz (4 volumes): a família não é mencionada, e não existe necrologia onde pudesse constar (verificado por busca no texto completo). Arolsen: nenhum registro próprio dos cinco — consistente com o destino dos deportados de 1939. O silêncio dos arquivos é exatamente o que as Páginas de Testemunho corrigem.
PARTE IV — Correções e reidentificações (o que a pesquisa consertou)#
C01 · O "slide 8" não é a ketubá de 1950 → é um noivado europeu pré-guerra (ver D05)#
C02 · O endereço: a entrevista estava certa; o slide 3, não#
"Parczewskiego 12, loja na Kanonicka" confirmado (D01 + D02 + história das ruas: Nadwodna → Parczewskiego em 1937; esquina com a Kanonicka desde 1820). O prédio do Street View no slide 3 (Śródmiejska 14) fica a ~300 m, em rua que nunca se chamou Kanonicka — não é o prédio da família. Vale reexame em família, comparando a foto D03 com fotos históricas da Kanonicka (fotopolska.eu). → pesquisa/achados.md item 10.
C03 · A foto de 1938: reaberto em 30/08, fechado pela família em 01/09#
A análise de 30/08 (com Majer aos 9 pelo D02, o rapaz à direita "não podia" ser ele) reabriu o mapeamento. Em 01/09/2026 Flavio identificou: à esquerda de Mojsie, Szyja; à direita, Majer — a identificação de quem conheceu os rostos prevalece sobre a inferência de aparência. A divergência idade×aparência fica registrada como nota, não como dúvida. → fontes/dados-biograficos.md, seção da foto.
C04 · A transcrição: 12 marcações resolvidas na passada dirigida de 30/08#
Entre elas: "que morria dentro do trem" (era "morava" — o mesmo padrão do erro grave moraram/morreram de [55:43]); "vai ter outra guerra" [112:06] (era uma inserção especulativa "outra [chance]"); Shedlitz [25:56] (Siedlce em iídiche); "Todos morreram no [Majdanek?]" [88:13]; Goebbels [109:24] (fala confirmada, anacronismo preservado); [Pripas?] [117:02]; [gemeinde?] [98:55]. Metodologia e tabela completa: transcricao/01-verbatim.md, notas.
C05 · As idades dos irmãos: a memória comprimia#
A memória de 1997 punha Shia "~2 anos" mais novo e o caçula "7–8". Os documentos: Szyja 7½ anos mais novo; Majer 14 anos mais novo. O "~2 anos" era o espaçamento da série de filhos; o "7–8" era a distância Szyja→Majer. A memória não errou — comprimiu.
C06 · O artigo da Acta Humanitatis: recuperado e rebaixado#
Obtido na íntegra (pesquisa/docs/wierzchowski-2025-….pdf), mas diverge da historiografia consolidada e tem inconsistências internas — onde conflita com Dean/USHMM e Yad Vashem, o dossiê segue estes. → fontes de contexto/05.
PARTE V — Índice cruzado: do vídeo aos achados#
Para navegar do depoimento aos documentos. Tempos do vídeo (
.mp4+.srtna raiz).
| Tempo | O que ele conta | Achados relacionados |
|---|---|---|
| [01:32] | "12 de 12, 1914" | D02 (bate exato), D07, D09 |
| [02:27]–[03:02] | O pai de Błaszki; os avós | P04, P07, D02 |
| [03:33] | "quatro irmãos e uma irmã" do pai | P08 (todos documentados) |
| [04:03] | A confecção do pai | D01, D02 (kupiec), D11 (a cadeia do ofício) |
| [05:42] | O pai entrega [tefilín? tehilim?] e dinheiro | C04 (hipóteses fonéticas), P04 |
| [06:11]–[06:28] | A mãe Regina; "Grodans" | P03, D07 (a confirmação), D02 (Dobra) |
| [07:46]–[08:47] | Os irmãos e as diferenças de idade | P01, P02, P05, P06, C05, D02 |
| [10:12] | Parczewskiego 12, loja na Kanonicka | D01, C02 |
| [15:02] | Beitar; "eu era para ir também" | D07 (destino desejado: Palestina) |
| [25:56] | O Sukkot em Shedlitz | C04 |
| [33:43]–[34:30] | Os avisos; os pais recusam fugir; Szyja fica encarregado | H01, P06 |
| [39:32]–[42:27] | O trem de dois meses | H04 |
| [44:50]–[46:00] | Tashkent: a fila e o julgamento | H05 |
| [50:26] | "Stalingrado" | H06 |
| [53:17] | O ferimento na mão | H06 (Lenino) |
| [55:07]–[56:09] | Majdanek; "meus pais… morreram lá" [55:43] | H03, D02 (quem eram) |
| [60:44]–[70:20] | "Kronstadt", a comissão de Leningrado, a oficina | H04, D07 (alfaiate) |
| [85:33]–[87:19] | A vizinha; o zelador; a carroça; Marisha fora do campo | H03, P04, P05 |
| [87:38] | A carta do pai — "só sobrou papel" | P04, D05 |
| [88:13] | "Todos morreram no [Majdanek?]" | C04, H03 |
| [90:13]–[91:49] | A medalha; a baixa em Lodz | D08 (o que veio depois), pesquisa futura (arquivo militar) |
| [93:10]–[95:28] | A fronteira; Frankfurt/Oder; "um tempo na Alemanha"; Paris | D06, D07, D08 |
| [96:38] | Legalizado em Paris por ser ex-combatente | D08 (a etapa DP alemã não contradiz — ver contexto/15) |
| [97:42]–[102:47] | As calças; o Joint | D07 (TAYLOR), D14 (o mesmo AJDC Paris) |
| [108:48]–[109:41] | Nuremberg do portão; "Goebbels, Göring" | H07, D08, C04 |
| [110:40]–[112:16] | O amigo leva o nome; Porto Alegre; "vai ter outra guerra" | D09 (destino: Porto Alegre), C04 |
| [112:26]–[112:49] | Os vizinhos do Bom Retiro; Goldman | P11, D01 |
| [113:18]–[114:16] | Clara, o Macabi, o casamento | D05 (o que o slide 8 não é), C01 |
| [114:23] | A clientela | D11 |
| [124:51]–[125:36] | Marisha: "até hoje não tem nenhuma informação" | P05, D12 |
| [126:50]–[129:53] | As fotografias comentadas | D03, D04, P07, P08, P09 |
| [133:28]–[133:55] | A medalha e o documento de baixa | pesquisa futura (arquivo militar polonês) |
Catálogo compilado em 31/08/2026, a partir de pesquisa/achados.md (relatório das rodadas), pesquisa/docs/ e fontes/fotos/ (as peças), transcricao/01-verbatim.md (a voz dele) e cronologia/linha-do-tempo.md (a ordem dos fatos). Em caso de conflito entre arquivos, vale a hierarquia do BRIEFING-INTERNO.md §3.