O que ele disse de cada um, e o que os arquivos dizem. Os selos de broto marcam os nomes recuperados pela pesquisa.
A família de Kalisz
Tios, primos, a linhagem
A vida nova
1886, Błaszki – Shoá
Hersz Aron Stobiecki
confirmado
O pai. Alfaiate e comerciante — a loja na Kanonicka, a casa na Parczewskiego 12. A última bondade documentada: o tefilín e o dinheiro entregues na rua, na retirada de 1939. Pelo relato da vizinha, os alemães o puseram a puxar a carroça no lugar dos cavalos.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Hersz Arono cartão de Kalisz de 1934 e o ato de nascimento 56/1886 de BłaszkiD02D16
Herszo campo "pai" na ficha de deslocado que o filho preencheu em 1946D07
Stobiecki H.o livro de endereços de 1929: alfaiate, Nadwodna 12D01
Herz · Herschcomo a família o chama; "filho de Herz Stobiecki & Regina" na ficha do cemitério e nos proclamas de 1950D18
Aser Herszcandidato, não confirmado: o registro de óbitos do gueto de Lublin, nov/1941–jan/1942D19
A mãe. O sobrenome de solteira — GRODANS — sobreviveu numa ficha de deslocado de 1946, preenchida pelo próprio filho: a grafia confirmada 80 anos depois. Filha de Dawid Majer e [Marja] Szajniak.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Reginao cartão de Kalisz de 1934, a ficha de deslocado de 1946, a ficha do cemitério e os proclamas de 1950D02D07D18
Ruchelo nome hebraico provável — a indexação da USC ("Regina [Ruchel]")D13
Grodanso sobrenome de solteira, na ficha de 1946 preenchida pelo filhoD07
Graudans · Grandans · Gradansas grafias da família materna nos índices de Dobra e Konin e no cartão do tio Kasriel (Rojza Grandans)P03
O mais velho de cinco; o único que sobreviveu. Alfaiate em quatro países, soldado em dois exércitos, e — nas suas palavras — sobrevivente "só para contar a história". Este site é a história contada.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Mojsie Izrael Stobieckio nome completo — a família, a habilitação de cocheiro de 1952 e o slate da entrevista ("MOJSIE I. STOBIECKI")D11D13
Izraelo nome de registro: no cartão de Kalisz de 1934 ("Izrael", com "Mojsie" sobrescrito) e no caso do ITS de 1967 ("IZRAEL, further first names: MOJSIE, MONIEK")D02D12
Monieko apelido que usava como deslocado de guerra: o registro de sobreviventes de 1945, a ficha A.E.F. de 1946, as listas de Heidenheim e Stamsried, o memorando do Joint de 1947D06D07D08D15
A irmã que nenhuma memória registrou. Morreu aos 13, antes da guerra; não é citada na entrevista, e a família não sabia que ela existiu até 30 de agosto de 2026 — quando uma linha do cartão de registro a devolveu. O túmulo, no cemitério de Podmiejska, segue por localizar.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Franiao cartão de Kalisz de 1934, com a anotação "zmarła VIII 30 r. Kalisz" — a única ocorrência conhecida do nome delaD02
A irmã do destino desconhecido. Estava fora do campo, disse a vizinha; talvez casada, talvez na Rússia. Ele procurou a vida inteira, inclusive de Israel. O fio dela, na nossa Jornada, não termina — desvanece. "Até hoje não tem nenhuma informação." [125:01]
O irmão do meio — o nome que ele lembrava: "Meu irmão, em pé, chamava Shia." [127:50] Carrega o nome do trisavô de Błaszki (n. 1834). Ficou como o homem da casa quando Mojsie partiu; tinha 17.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Szyjao cartão de Kalisz de 1934 — o nome do trisavô de Błaszki (n. 1834)D02D16
Shiacomo ele diz: "Meu irmão, em pé, chamava Shia"[127:50]
O caçula — o nome que a memória perdeu e os arquivos devolveram: "fala a verdade, não me lembro o nome dele" [127:50]. Recuperado em 2026 com dupla confirmação (o cartão da família + a indexação "Mayer" da USC). Tinha 10 anos quando a família foi expulsa. Em 2026, a família o reconheceu na foto de 1938, em pé, à direita de Mojsie.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Majero cartão de Kalisz de 1934 — a primeira das duas confirmações do nome que ele não lembravaD02[127:50]
Mayera indexação da USC ("Mayer Stobiecki, brothers") — a segunda confirmaçãoD13
Cinco gerações com número de registro nos atos civis de Błaszki: do trisavô Szyja (n. 1834, casado com Brana Grynbaum) a Fajwisz e Krajndla, avós paternos, ao próprio Hersz (ato 56/1886). Os avós "de um pequeno comércio", como ele conta [03:02].
Quatro irmãos de Hersz em Kalisz; dois tios emigrados ao Brasil ainda nos anos 1930 (a família que o recebeu em 1947). Rafał Ber — o "Rafu" das Páginas de Testemunho do Yad Vashem, alfaiate da Złota 1, casado com Lewie, pai de Cyrla, Zysel e Brajna — está em Annopol, no distrito de Lublin, com 4 pessoas, de julho de 1940 a fevereiro de 1941 — chegado com os 63 refugiados de dezembro de 1939, de Kalisz. A trajetória dos que ficaram.
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Rafał Bero ato 6/1890 de Błaszki e o cartão de Kalisz (karta 223)D20
Rafuas Páginas de Testemunho do Yad Vashem, pela netaD20
Stobiecki R.o livro de endereços de 1929: alfaiate, Złota 1D01
Rafał Stobieckia assinatura de próprio punho nos recibos de Annopol, 1940D17
Lewie · Leaha mulher dele: "Lewie z d. Popov" no cartão de Kalisz; "Leah Stobieski" no Yad VashemD20
Os possíveis sobreviventes do sobrenome: Tauba Stobiecka de Kalisz nas fichas do JDC em Paris; Josef e Rolka no mesmo campo de Heidenheim que ele; um Cwi nos registros. Nenhuma relação provada — perguntas vivas do roteiro das filhas.
Vizinhos de Kalisz — da mesma rua, do mesmo ramo do pai — reencontrados em São Paulo, e um Goldman que trabalhara para a família. Os jantares de sábado: um pedaço da Nadwodna transplantado.
De Curitiba, filha de David e Elca Schnaider. Conheceram-se pelo Macabi ("enquanto eu conhecia a Dona Clara, não sabia falar"); casaram em 3 de junho de 1950 e fizeram bodas de ouro em 2000, quatro meses antes da morte dele. Na entrevista, ela fala no fim: "Espero que nunca mais ninguém precise contar essas histórias — só alegrias." [136:10]
O nome nos documentos
Cada grafia com a fonte onde aparece.
Clara Schnaidero nome de solteira — os proclamas no Diário Oficial de 18/05/1950D18
Clara Stobieckio nome de casada — a ficha do cemitério do ButantãD18
Três filhos, sete netos, bisnetos — "1 sobrevivente → 23 vidas". Por respeito à privacidade dos vivos, os nomes completos e a árvore interativa ficarão na área da família (em construção). Um deles fez o trabalho de escola que ajudou a fundar este site.